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Carolina Videira leva educação inclusiva às escolas públicas

19 ● setembro ● 2018

Ser mãe de uma criança com necessidades especiais não é nada fácil. Carolina, assim como tantas outras mulheres, sabe bem disso. Hoje, além de mãe, ela é fundadora da Turma do Jiló, uma associação sem fins lucrativos que oferece educação inclusiva

Foto de três mulheres lado a lado posando para um retrato. Elas estão semi abraçadas e sorriem para a câmeraA associação sem fins lucrativos oferece educação inclusiva às escolas públicas de São Paulo por meio de programas de diversidade. | Creditos:Scaramella Press

 

“Inclusão não é só deficiente. A gente tem um problema sério de inclusão social, a gente fala sobre as diferenças de raça, de gênero, de religião – isso tudo é inclusão. A inclusão é a diversidade.”
Só quem convive com os desafios da diferença sabe o quão difícil é provar para o mundo que todos possuem potencial – basta uma oportunidade para a pessoa voar. Carolina Videira, quando fundou a Turma do Jiló, tinha este como principal objetivo: dar às pessoas com algum tipo de deficiência a chance de aprender, crescer e se desenvolver intelectual e socialmente.

 

João, seu filho, é hipotônico e teve essa oportunidade mesmo com todos os desafios impostos, mas e as outras pessoas na mesma ou em situações com necessidades parecidas? Isso a motivou a fundar a Turma do Jiló em 2015, depois de estudar bastante sobre inclusão fora do Brasil. Turma, porque ela contou com a ajuda de alguns amigos para criar a instituição; e Jiló, pois esse é o apelido do João na escola.

 

A associação sem fins lucrativos oferece educação inclusiva às escolas públicas de São Paulo por meio de programas de diversidade. No final de 2017, a turma já contabilizava 1600 crianças atendidas e 160 professores capacitados. Devido ao esforço e à dedicação da equipe, eles começaram 2018 com um grande salto: o número de atendidos passou para 4200 crianças e mais de 300 professores capacitados.

 

Os desafios de Carolina, seu marido e o pequeno João começaram bem antes da fundação da Turma do Jiló e não acabaram. Pelo contrário, depois de fundada a associação, eles só cresceram. Contudo, isso não foi motivo para Carolina desistir de sua missão. Agora, por exemplo, o maior desafio é escalonar o projeto, conseguir atender mais do que as 5 escolas ajudadas até o momento e fazer isso no Brasil todo de tal forma que o grande sonho de Carolina se realize: de o Turma do Jiló deixar de existir por não precisar mais ensinar inclusão, pois um dia as crianças já nascerão sabendo tudo sobre o assunto.

 

Carolina Videira representa a infinidade de mães na mesma ou em situação parecida. Sua dedicação e força de vontade a trouxeram até aqui e a tornam uma mente diferente.